Una I esso parte
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Corram para as colinas!
O Léo da comunidade Teóricos do Absurdo vive repetindo isso: "corram para as colinas!" quando alguém vem com um absurdo, ou para satirizar mesmo alguma coisa ou alguém. No meu atual momento, uma grande parte minha adverte: CORRAM PARA AS COLINAS! Todos, sem exceção nenhuma! Minhas idéias estão refletindo, repercutindo e se explodindo dentro de minha cabeça... É aquela vontade absurda e sem comparação de sair correndo no mundo e gritando, sabem? Já sentiram isso? Esta inconstância toda? Esta produtividade sem produto, esta necessidade sem troca, este sentimento que transborda no peito, na alma e escorre pelos dedos.
Ando fora de mim ultimamente... E ao mesmo tempo nunca estive tão certa de tantas coisas, e esta certeza, quando realmente a temos, assusta, derruba e nos supera. A faculdade sempre me fez reviravoltas na cabeça, este semestre mais ainda, conceitos que já tinha, saberes que fui adquirindo ao longo desta jornada, se misturam com um pessoal meu que achava ser inatingível. E todos dizem, perguntam: Da onde tu vens? Para aonde tu vais? De onde eu vim não sei ao certo, para aonde irei é uma grande incógnita da vida. Não existem respostas, existem possíveis rumos... Sei que não quero ser mais uma na educação física, pois já não queria ser apenas mais uma pessoa no universo. Desde cedo extrapolei todas as conversas tidas, todos os debates, mesmo que este debate não seja algo que consiga expressar em palavras faladas no dia a dia... Extrapolo então, na escrita. E permitam-me fazer isso mais uma vez, e outras tantas, até que não haja mais como digitar, e ainda assim contornarei mundos para que eu possa me expressar. Eu sei o que quero, como chegar é uma saudável dúvida.
Consigo fazer links que agora, na sociedade atual, podem ser links inimagináveis. Consigo fazer relações sobre atividades físicas para deficientes, promoção do esporte e da saúde, com SUS por exemplo. Mas dai pera-lá né dona Rangele! Até pode, sim, claro, não é algo tão aberrativo (e creio q acabo de criar esta palavra) assim... Algumas coisas existem, mas o que falo é de estudos. Literatura, compreendem? De que adianta fulano de tal fazer e acontecer, se ele não escreve? Se ele não publica? Se ele não dissimina este saber? Eu sei que quero pesquisar sobre motivação paradesportiva... Quero saber como um atleta deficiente conseguiu chegar lá, como ele ganhou a medalha que carrega orgulhosamente no peito (mesmo que o Brasil não tenha orgulho disso), quem foi que o motivou para chegar lá, e qual o papel que teve o educador físico nisso... Mas dai o porém a pergunta que se junta: este "acesso" foi pago? Ele teve que se esforçar muito por algo que é de seu direito? O SUS implantou a EFI dentro de seu quadro de equipes, as NASFs estão ai, mas... As NASFs um dia terão a capacidade para promover e motivar o esporte de forma igualitária a quem quer um dia ser este atleta paraolímpico? Não precisamos ir tão a fundo, não tô imaginando a loucura do SUS ser uma máquina reprodutora de atletas, longe disso! Quero a semente, apenas isso. A semente plantada, o acesso inicial, o dizer: Você pode! Todos podemos! Estamos contigo! Para que um dia, nem que seja o mais distante dia, o orgulho seja de todos e não apenas daquele que provavelmente metade do caminho percorreu sozinho e pagando por serviços para conseguir chegar lá.
Céus, preciso parar! Vou surtar!
Agradeço a todos que disseminam o querer pensar mais... Aos professores, colegas, às pessoas que sem querer tropeçamos na rua, ao atendente do bar, às gurias da limpeza, aos amigos de longas datas que me aturam, aos amigos que nunca vi, a quem por um gesto tão sem signficado para alguns, mas que para mim, este gesto possa ter mudado o meu mundo e minha visão de mundo. Agradeço à família por também me aturar... E agradeço à todas as pessoas que lutam e desbravam campos antes tidos como inatingíveis.
Ando fora de mim ultimamente... E ao mesmo tempo nunca estive tão certa de tantas coisas, e esta certeza, quando realmente a temos, assusta, derruba e nos supera. A faculdade sempre me fez reviravoltas na cabeça, este semestre mais ainda, conceitos que já tinha, saberes que fui adquirindo ao longo desta jornada, se misturam com um pessoal meu que achava ser inatingível. E todos dizem, perguntam: Da onde tu vens? Para aonde tu vais? De onde eu vim não sei ao certo, para aonde irei é uma grande incógnita da vida. Não existem respostas, existem possíveis rumos... Sei que não quero ser mais uma na educação física, pois já não queria ser apenas mais uma pessoa no universo. Desde cedo extrapolei todas as conversas tidas, todos os debates, mesmo que este debate não seja algo que consiga expressar em palavras faladas no dia a dia... Extrapolo então, na escrita. E permitam-me fazer isso mais uma vez, e outras tantas, até que não haja mais como digitar, e ainda assim contornarei mundos para que eu possa me expressar. Eu sei o que quero, como chegar é uma saudável dúvida.
Consigo fazer links que agora, na sociedade atual, podem ser links inimagináveis. Consigo fazer relações sobre atividades físicas para deficientes, promoção do esporte e da saúde, com SUS por exemplo. Mas dai pera-lá né dona Rangele! Até pode, sim, claro, não é algo tão aberrativo (e creio q acabo de criar esta palavra) assim... Algumas coisas existem, mas o que falo é de estudos. Literatura, compreendem? De que adianta fulano de tal fazer e acontecer, se ele não escreve? Se ele não publica? Se ele não dissimina este saber? Eu sei que quero pesquisar sobre motivação paradesportiva... Quero saber como um atleta deficiente conseguiu chegar lá, como ele ganhou a medalha que carrega orgulhosamente no peito (mesmo que o Brasil não tenha orgulho disso), quem foi que o motivou para chegar lá, e qual o papel que teve o educador físico nisso... Mas dai o porém a pergunta que se junta: este "acesso" foi pago? Ele teve que se esforçar muito por algo que é de seu direito? O SUS implantou a EFI dentro de seu quadro de equipes, as NASFs estão ai, mas... As NASFs um dia terão a capacidade para promover e motivar o esporte de forma igualitária a quem quer um dia ser este atleta paraolímpico? Não precisamos ir tão a fundo, não tô imaginando a loucura do SUS ser uma máquina reprodutora de atletas, longe disso! Quero a semente, apenas isso. A semente plantada, o acesso inicial, o dizer: Você pode! Todos podemos! Estamos contigo! Para que um dia, nem que seja o mais distante dia, o orgulho seja de todos e não apenas daquele que provavelmente metade do caminho percorreu sozinho e pagando por serviços para conseguir chegar lá.
Céus, preciso parar! Vou surtar!
Agradeço a todos que disseminam o querer pensar mais... Aos professores, colegas, às pessoas que sem querer tropeçamos na rua, ao atendente do bar, às gurias da limpeza, aos amigos de longas datas que me aturam, aos amigos que nunca vi, a quem por um gesto tão sem signficado para alguns, mas que para mim, este gesto possa ter mudado o meu mundo e minha visão de mundo. Agradeço à família por também me aturar... E agradeço à todas as pessoas que lutam e desbravam campos antes tidos como inatingíveis.
posted by Ártemis at Quinta-feira, Abril 28, 2011
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