Una I esso parte
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Data difícil
Difícil como se a alma estivesse sendo arrancada do meu corpo... Difícil de se respirar, de se imaginar, de se sentir... Difícil até é uma palavra branda em relação do que realmente tenho por dentro, a dor, a perda, o inevitável momento em que passa uma data, e esta data de tantos significados... Eu não posso dizer que estou bem... Eu não posso dizer que desisti, ou que desisto. Não, eu não posso... Não posso apenas viver um dia após o outro, não posso apenas deixar rolar, eu não sou assim. Dói, apenas isso, dói. Dói a saudade, dói as datas, dói a vida, a dor constante é pior do que a dor que passa, ou que dizem que um dia vai passar. Eu mesma me privei de sentir dor pois precisava não sentí-la para poder apartar as dores dos outros, mas agora, agora tudo dói mais e ninguém pode reirar esta dor de mim. Podem falar as palavras que forem, mas não vai adiantar... Eu quero apenas sentar no asfalto, na rua, na beira do Rio Guaíba e desabar... Permitam-me desabar sem me perguntar o pq da queda. E por favor, nao me digam que estão preocupados comigo, pois meus sentidos rebatem e quando percebo que vão sentir pena, se preocupar, eu recoloco todo o peso do mundo nos ombros, abro um sorriso e insisto em fazer todos felizes... Por hoje, por agora, permitam-me apenas largar a armadura, em silêncio e sentir pela primeira vez o que sinto... É difícil, é a vida, é a dor.
posted by Ártemis at Sexta-feira, Maio 06, 2011
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